JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O CONQUISTADOR DA MORTE
TEXTO CHAVE: “Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu. Porque ainda não entendiam a escritura, que era necessário que ele ressurgisse dentre os mortos (Jo 20:8,9).
A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
A ressurreição de Cristo é um dos pilares centrais das doutrinas do Evangelho de Cristo. Se Ele não ressuscitou, nossa fé é vã (1Co15:14).Toda a revelação do Novo Testamento repousa sobre esse fato histórico. No dia de Pentecostes Pedro argumentou, em seu primeiro sermão após o ocorrido, acerca da necessidade da ressurreição predita em Salmos 16:1-11 (At 2:24-28). O próprio Jesus falou acerca da importância da Sua ressurreição (Mt 20:19; Mc 9:9; Mc 14:28; Lc 18:33; Jo 2:19-22). Os evangelistas também dão detalhes dos fatos ligados a esse acontecimento, e os apóstolos, em seu ensino público, em grande parte insistem sobre ele.
O Espírito Santo guiou os escritores do Novo Testamento a registrarem vários testemunhos da ressurreição, para que ficasse estabelecido, sem sombras de dúvidas, que a morte não pôde reter Jesus no túmulo e Ele é o ONQUISTADOR DA MORTE em nosso lugar. Porque ele venceu, nós venceremos com Ele.
Dez diferentes aparições do Senhor ressurreto são registradas no Novo Testamento:
· A Maria Madalena no sepulcro, a sós, o que é narrado demoradamente só por João (Jo 20:11-18), e aludido por Marcos (Mc 16:9-11);
· A certas mulheres, “a outra Maria,” Salomé, Joana, e outras, quando retornavam do sepulcro (Mt 28:1-10);
· A Simão Pedro, sozinho, no dia da ressurreição (Lc 24:34; 1Co 15:5);
· Aos dois discípulos a caminho de Emaús, no dia da ressurreição (Lc 24:13-35);
· Aos dez discípulos (Tomé ausente) em Jerusalém, na noite do dia da ressurreição (Jo 20:19-24);
· Aos discípulos outra vez (Tomé presente) em Jerusalém (Mc 16:14-18; Lc 24:33-40; Jo 20:26-28);
· A sete discípulos quando pescavam no Mar da Galiléia. Apenas João relata o fato (Jo 21:1-23);
· Aos onze, e a mais de 500 irmãos de uma vez, num lugar designado por Ele na Galiléia (1Co 15:6; Mt 28:16-20);
· A Tiago, em circunstâncias que não nos são informadas (1Co 15:7);
· Aos apóstolos imediatamente antes da ascensão. Eles O acompanharam de Jerusalém ao Monte das Oliveiras, e ali O viram ascender até que “uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos” (Mc 16:19; Lc 24:50-52; At 1:4-10). É digno de nota que na maioria destas ocasiões Jesus deu aos discípulos a mais ampla oportunidade de provar o fato da Sua ressurreição. Conversou com eles face a face. Tocaram-no (Mt 28:9; Lc 24:39; Jo 20:27), e comeu pão com eles (Lc 24:42, 43; Jo 21:12,13).
· Além das ocasiões acima, é importante fazer menção da manifestação de Cristo a Paulo, a caminho de Damascos, que é mencionada como uma aparição do Salvador ressuscitado (At 9:3-9,17; 1Co 9:1;15:8). Das palavras de Lucas em Atos 1:3, pode-se inferir ainda que houve outras aparências das quais não temos qualquer registro. Mas o que temos é suficiente para fundamentar a gloriosa verdade de que Cristo vive.
A ressurreição de Cristo é referida como o ato:
· De Deus o Pai (Sl 16:10; At 2:24; 3:15; Rm 8:11; Ef 1:20; Cl 2:12; Hb 13:20);
· De Cristo (Jo 2:19; 10:18); e
· Do Espírito Santo (1Pe 3:18).
A ressurreição é um testemunho público da liberação de Cristo do seu empreendimento redentor, como garantia, e uma evidência da aceitação do Pai da Sua obra de redenção. É uma vitória sobre a morte e a sepultura para todos Seus seguidores.
A importância da ressurreição de Cristo é vista quando consideramos que se Ele ressuscitou, o Evangelho é verdadeiro, e se Ele não ressuscitou, é falso. Sua ressurreição testifica que o preço pago por nossa salvação foi aceito e temos a garantia de que Ele “foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para a nossa justificação” (Rm 4:25). Sua ressurreição é uma prova que Ele fez uma plena expiação pelos nossos pecados, que Seu sacrifício foi aceito como uma satisfação da justiça divina, e Seu sangue um resgate para os pecadores. É também um penhor e uma garantia da ressurreição de todos os crentes (Rm 8:11; 1Co 6:14; 15:47-49; Fp 3:21; 1Jo 3:2). Porque Ele vive, viverão também eles.
A ressurreição provou que Jesus era o Filho de Deus, já que autenticou todas as Suas reivindicações (Jo 2:19; 10:17). Se Cristo não ressurgisse, todo o esquema da redenção seria um estrondoso fracasso; todas as reivindicações de Jesus não passariam de grosseiras mentiras; todas as predições e antecipações de seus resultados gloriosos para o tempo e para a eternidade, para os homens e para os anjos de todos os escalões, seriam uma triste ilusão. Todavia, “na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo Ele as primícias dos que dormem” (1 Co 15:20).
A ressurreição prova que a Bíblia é verdadeira, de Gênesis a Apocalipse. O reino das trevas foi derrotado para sempre; Satanás perdeu a batalha e perdeu as chaves de sua própria casa; o enganador dos irmãos caiu como relâmpago do céu, e está para sempre garantido o triunfo da verdade sobre o erro; da luz sobre as trevas; do bem sobre o mal; da bênção sobre a maldição; da felicidade eterna sobre a miséria; das gloriosas bem-aventuranças do Céu na presença do Deus triúno sobre os terrores do inferno em companhia de Satanás.
Foi a realidade dessa ressurreição que encheu os medrosos discípulos de coragem e ousadia, despertando-os a dar a própria vida na pregação do Cristo vivo, que os seus olhos contemplaram ressurreto, não uma única vez, mas muitas vezes. Quem pode calar uma testemunha ocular? Como se enfraquecerá a força da experiência? Nada, nem ninguém. Portanto, é com a convicção de quem O viu e O tocou; com a chama de quem se tornou residência do Cristo vivo em todo o esplendor da ressurreição e com a determinação de quem sabe para que existe e a que foi chamado, que os discípulos podem encarar até as autoridades religiosas responsáveis pela condenação e morte de Cristo, declarando com veemência:
“Ora, a este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela dextra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba pois com certeza toda a casa de Israel, que a esse mesmo Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo (At 2:33-36).
Valnice Milhomens
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