JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O GRANDE INTERCESSOR (Parte III)
TEXTO CHAVE: “Para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em mim, e Eu em Ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste.” (Jo 17:21).
Nosso grande Intercessor Jesus devotou-se a pleitear junto ao Pai nossa preservação e nossa santificação, como vimos nas duas meditações anteriores. Ele não somente fez uma petição, como também apresentou Suas razões pala fazê-lo. Aqui está um grande exemplo de intercessão. No pedido por preservação, Ele lidou com os perigos externos. Na súplica por santificação, Ele debruçou-se sobre a condição interna, do coração. Tendo orado por pureza, Ele passa a orar pela UNIDADE, de forma mais extensa. Aqui Seu foco são os relacionamentos.
UNIDADE
Jesus deu ao Pai um forte motivo para Sua petição: “Pai santo, guarda em Teu nome aqueles que me deste” (Jo 17:11). Ele tinha o sonho de ver por terra todas as cadeias que os separavam a fim de formarem um corpo harmônico. O resultado, portanto, da proteção do Pai seria “para que sejam um, assim como nós.” Por mais três vezes em Sua oração sacerdotal Ele usa a expressão “sejam um” (v. 21,22). Que possam ser unidos como irmãos. Os cristãos são todos redimidos pelo mesmo sangue do Cordeiro e são herdeiros do mesmo destino, o Céu. Têm as mesmas aspirações, os mesmos inimigos, as mesmas alegrias, a mesma Palavra de Deus e o mesmo Espírito. Precisam interiorizar o fato de pertencerem à mesma família, e são filhos do mesmo Deus e Pai.
Haverá laços mais ternos e profundos do que estes que nos unem no Evangelho de Jesus Cristo? Não. Encontraremos em outro lugar amizades tão puras e duradouras quanto as que resultam de termos a mesma ligação com o Senhor Jesus? Certamente não. Portanto, os cristãos no Novo Testamento são representados como estando indissoluvelmente unidos. São parte do mesmo corpo e membros da mesma família (At 4:32-35; Rm 12:5). É na base da realidade imutável dessa união, que somos chamados a amar-nos uns aos outros, suportar-nos, andar em paz e buscar a edificação mútua (Rm 12:5-16), “até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4:3).
“Para que eles sejam perfeitos em unidade” (Jo 17:23. As orações de Jesus pela unidade dos discípulos incluem três coisas:
· Que todos os filhos de Deus fossem incorporados em um só corpo (Jo 11:52. Ef 1:10). “Pai, contempla-os como um, incorporados em uma igreja. Embora vivam em lugares distantes, de uma a outra extremidade do céu e da terra, sejam de idades variadas, desde o princípio aos fins dos tempos, e sem terem qualquer conhecimento pessoal ou contato um com o outro, ainda assim, que eles sejam unidos em Mim, como cabeça comum a todos”.
· Que todos possam ser animados por um mesmo Espírito. “Que também eles sejam um em nós” (17:21). Esta união dos discípulos com o Pai e o Filho seria possível somente pelo Espírito Santo, o Consolador que Ele enviaria. Pois “aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele” (1Co 6:17). Que recebam todos o mesmo selo da união com o Espírito.
· Que todos estejam “unidos em amor” (Cl 2:2) ligados pelos indissolúveis vínculos do amor, sejam todos de um mesmo coração. “Para que todos sejam um”, no julgar e no sentir; nas disposições e inclinações do coração; em seus propósitos e alvos; em seus desejos e orações; em seu amor e afeto. Jesus aqui está orando pela comunhão dos santos que professamos crer. A comunhão que todos os crentes têm com Deus, e sua união íntima com todos os santos no céu e na terra, conforme declara João: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 Jo 1:3).
Quais os argumentos de Jesus nesta petição? Principalmente três: (1) A unidade entre o Pai e o Filho, a qual é menciona repetidamente (Jo 17:11,21-23). (2) O projeto de Cristo em todas as Suas comunicações de graça a eles. “E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um” (Jo 17:22). Ele se dispôs a comunicar ou transmitir aos discípulos Sua própria glória. (3) A influência feliz que sua unidade teria sobre outros, e o avanço que ela traria à causa da pregação de Cristo. Ele insiste no ponto duas vezes: “Que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste” (Jo 17:21). “Eu neles, e Tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que Tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a Mim” (Jo 17:23).
Está estabelecido que o Pai e o Filho são um em natureza e essência, iguais em poder e glória, um em amor mútuo. O Pai ama o Filho, e o Filho sempre agrada ao Pai. Têm um só projeto, e são um em operação. A expressão”Tu em mim, e Eu em Ti” (17:21), usada várias vezes, fala da intimidade dessa, que deve ser o padrão para os discípulos. Os crentes devem ser um na mesma medida em que Cristo e o Pai são um. É por esse nível de unidade que Cristo está intercedendo; isto quer dizer que:
· A união dos crentes é estrita e próxima. Eles são unidos pela natureza Divina, da qual são feitos participantes e pelo poder da graça Divina.
· É uma união santa, no Espírito Santo, para fins santos.
· É, e por fim será, uma união completa. O Pai e o Filho têm os mesmos atributos e perfeições; assim os crentes, uma vez que são santificados, o têm agora, e quando a graça for aperfeiçoada em glória todos serão transformados na mesma imagem.
Essas palavras, “Eu neles, e Tu em Mim”, mostram o que essa união é, a qual é tão necessária, não só para o embelezamento da Igreja, mas para seu próprio ser, sua essência.
· Primeiro, união com Cristo: “Eu neles.” Cristo morando nos corações dos crentes é a essência do novo homem criado nEle.
· Segundo, a união com Deus por meio dEle: “Tu em Mim,” ou seja, estar neles, por Mim.
· Terceiro, a união um com o outro, “para que eles sejam perfeitos em unidade” (Jo 17:23). Aleluia! NELE SOMOSCOMPLETOS!
Que preço se deveria pagar por essa unidade pela qual Jesus orou? Que esforço se deveria empregar para cooperar com Deus em Sua resposta à oração do Seu Filho? Conscientizar-se do impacto que esse nível de unidade terá para a evangelização do mundo deveria ser o bastante para o nosso empenho em construir entre nós tão desejável atitude. Ouçamos novamente as palavras sublimes saídas dos lábios do nosso Redentor, em intercessão ao Pai por nós:
“Que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste” (Jo 17:21). Que o mundo possa crer… Que o mundo, tão pleno de animosidades, intrigas e lutas, possa ver o poder do princípio cristão em superar as fontes de contenda e produzir o verdadeiro amor. Que possam concluir que somente uma fé que tem sua origem em Deus mesmo pode produzir isto. Os cristãos da igreja primitiva foram tão envolvidos nessa qualidade de amor que os tornava um, que os pagãos eram constrangidos a, em admiração, exclamar: “Vejam como esses cristãos se amam!” Seja assim entre nós hoje, e o mundo tão carente de amor e graça, correrá para os braços de Cristo.
Valnice Milhomens
[...] 22º DIA 20/06 – JESUS FONTE DE TODAS AS BÊNÇÃOS, É O GRANDE INTERCESSOR – PARTE 3 [...]