JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O REI
TEXTO CHAVE: “No dia seguinte, as grandes multidões que tinham vindo à festa, ouvindo dizer que Jesus vinha a Jerusalém, tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o rei de Israel!” (Jo 12:12,13)
A notícia da ressurreição de Lázaro espalhou-se não só por Betânia, mas também por toda vizinha Jerusalém, despertando curiosidade, fé e oposição “porque muitos, por causa dele, deixavam os judeus e criam em Jesus” (Jo 12:11). Portanto, as grandes multidões que haviam ascendo à Jerusalém para a Festa da Páscoa, ouvindo dizer que Jesus vinha de Betânia a Jerusalém, quiseram aclamá-lo rei. “Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o rei de Israel!” (Jo 12:13). “Hosana ao Filho de Davi! bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!” (Mt 21:9)
Jesus entra em Jerusalém como Rei e Senhor, de acordo com o testemunho de Zacarias: (9:9) “Dizei à filha de Sião: Eis que aí te vem o teu Rei, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, cria de animal de carga” (Mt 21:5). Ao proclamarem “Hosana ao Filho de Davi” eles admitiam e declaravam que Jesus era o Messias. Este título era conhecido entre os judeus como atribuído ao Messias. Ao aclamarem em alta voz “Hosanas,” unidas as duas companhias, na frente e atrás, eles tributavam todo louvor, honra e glória a Ele, desejando-lhe toda prosperidade, felicidade, e segurança.
Ainda que como nação, Israel haja rejeitado a Cristo, o povo que ouviu a Sua voz e viu os Seus milagres estava convencido de que Ele era o Rei anunciado pelos profetas. “Dava-lhe, pois, testemunho a multidão que estava com Ele quando chamara a Lázaro da sepultura e o ressuscitara dentre os mortos; e foi por isso que a multidão lhe saiu ao encontro, por ter ouvido que Ele fizera este sinal” (Jo 12:17,18). Certamente Aquele que tinha poder sobre a própria morte, ao ponto de trazer de volta à vida um morto de quatros dias, só poderia ser o Messias, o Rei.
Aquela era sua última visita a Jerusalém, antes de Sua morte. Duas atitudes opostas contrastam a receptividade dos corações à visitação de Deus na pessoa de Jesus. Por um lado as multidões da entrada triunfal gritam: “Hosanas ao Rei.” Pouco depois as autoridades religiosas gritam: “É réu de morte,” e a turba exige: “Crucifica-o!” Não importa, contudo, o modo como cada um O viu. O fato é que verdadeiramente Jesus é o Rei de Israel e o Rei de todo o Universo, embora se apresentasse de forma humilde. As Escrituras, que não podem mentir, dão o seu veredicto acerca da pessoa bendita do Rei Jesus:
· Diante de todos estava o cumprimento da profecia de Zacarias: o Rei entrando em Jerusalém montado em um jumentinho.
· Quando do nascimento de Jesus os sábios do Oriente O procuraram convictos de que Ele era o Rei prometido por Deus, e indagavam: “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo” (Mt 2:2).
· Natanael, os dos primeiros seguidores de Jesus, confessou: “Rabi, Tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel” (Jo 1:49).
· Ele é Aquele de quem Isaías falou: “O governo estará sobre os seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento do Seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no Seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso” (Is 9:6.7).
· Jesus mesmo confessou, diante de Pilatos, que lhe perguntou: “Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18:37).
· Esta é parte de Sua identidade. “No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19:16).
· Ele é o Filho do Homem, visto por Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Dn 7:13,14).
· Chegará o momento em que Ele assumirá Sua posição, quanto será proclamado: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap 11:15). E o Seu reinado não terá fim.
Naquele dia em Jerusalém, embora fosse reconhecido como Rei, não era o tempo de estabelecer o Reino escatológico visível. O povo, ao aclamá-lo Rei refletia um conceito puramente escatológico, vigente no judaísmo. Como Deus era o Rei de Israel e após a teocracia reinou através de Davi, restauraria a Casa de Davi através de um descendente seu, o Messias. Os profetas anunciaram a vinda de um descendente de Davi que se assentaria em seu trono e um reino terreno seria estabelecido, como é expresso por Isaías, nos capítulos 9 e 11. Mas o povo foi exilado, retornando depois sem ver o cumprimento de um Reino na história. Isso criou o ambiente favorável a surgir a esperança de uma manifestação apocalíptica de Deus. A esperança de um Filho do Homem Divino trazendo um reino transcendental. E agora ali estava Jesus, o cumprimento das profecias, mas não no conceito dos mestres do judaísmo. Esse reino escatológico virá, mas antes Jesus veio para estabelecer o Reino de Deus dentro do coração dos homens e ser o Rei e Senhor pessoal.
Logo após Jesus ser aclamado Rei alguns gregos pediram para ter um encontro com Ele. Sua resposta é curiosa: “É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quiser servir, siga-me; e onde eu estiver, ali estará também o meu servo; se alguém me servir, o Pai o honrará. (Jo 12:23-26).
Embora estivesse além da compreensão dos Seus ouvintes, Jesus estava revelando os próximos passos no Seu programa de reinado. Ele era o Rei, sim. Para isso nascera. Todavia seu plano passava por abrir o caminho para a redenção dos homens, pela Sua própria morte. Ele não viera para reinar sobre pecadores, mas estabelecer um reino de santos transformados pelo Seu poder. Ele é o “grão de trigo,” a semente de Deus que caiu na terra e morreu. Mas, à semelhança do grão, que ao morrer germina e produz muito fruto, Ele ressurgiu e passou a gerar muitos frutos, isto é, filhos de Deus. Em outras palavras, Ele veio ao mundo, primeiro, como Filho unigênito de Deus, na forma de Filho do Homem a fim de tomar o pecado deste com todas as suas conseqüências maléficas e levá-los à cruz a fim de abrir o caminho para que os homens nascessem como filhos de Deus, transformados em sua própria natureza. Na qualidade de filhos de Deus, reconhecem a Jesus como seu único Senhor e Rei. O Reino de Deus é, então, residente dentro deles, porque se submetem ao Seu senhorio.
Hoje cada pessoa é convidada a ter um encontro pessoal com o Rei, aceitando-O como Senhor, Soberano de sua vida. Isto quer dizer que a vontade do Rei, Sua palavra e os valores do Seu Reino serão abraçados por todos aqueles que reconhecem a Cristo como seu Senhor pessoal. Estes serão parte do Reino escatológico que há de vir, quando Jesus assumirá o governo dos reinos deste mundo, destruirá a Satanás e porá fim ao mal. Hoje, portanto, nós os que fizemos de Jesus o Rei de nossas vidas, “segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça” (2 Pe 3:13). Hoje e sempre Jesus é e será, acima de tudo, o nosso REI E SENHOR, a quem devemos total lealdade e obediência incondicional.
Valnice Milhomens
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