JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O PRÍNCIPE DA VIDA
TEXTO CHAVE: “Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?” (Jo 11:25,26).
Estamos diante do mais extraordinário sinal que Jesus fez para atestar que Ele era quem disse ser: Trazer de volta à vida um morto de quatro dias. Ele é o Príncipe da Vida. João já começa seu Evangelho declarando que Ele é o Deus Criador, que “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:4), e termina seu relato informando que tudo quanto escreveu é “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (20:21).
Vida, e vida eterna, são temas centrais neste Evangelho:
· “Todo aquele que nele crê tenha a vida eterna” (3:15,16,36). “Pois, assim como o Pai levanta os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem Ele quer” (5:21).
· Ele tem vida em Si mesmo (5:26), pelo que “dá vida ao mundo” (6:33), pois Ele ó próprio “pão da vida” (6:35).
· A vontade do Pai é que “que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna” e Jesus, o autor da vida, o ressuscitará “no último dia” (6:40).
· Suas próprias palavras “são espírito e são vida” (6:63).
· Quem O segue “de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida” (8:12).
· Enquanto Satanás entrou na Terra como ladrão, “para roubar, matar e destruir” Ele veio “para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância” (10:10).
· Ele mesmo declara, em oração ao Pai pelos Seus discípulos de todas as eras: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que Tu enviaste” (17:3).
· Por isso exortou: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo” (6:27).
Diante de tudo isto só podemos dizer como Pedro: “Para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna E nós já temos crido e bem sabemos que tu és o Santo de Deus.” (Jo 6:68,69).
O capítulo 11 do Evangelho de João apresenta de forma magistral o glorioso poder de Jesus para conquistar a própria morte, que entrou no mundo como conseqüência do pecado da raça humana. Seu amigo Lázaro, de Betânia, adoecera gravemente. Suas irmãs, Marta e Maria, enviaram um mensageiro para o notificarem a Jesus, mas Ele se deteve e só chegou a Betânia quatro dias após a morte de Lázaro. Muitos dos que tomaram conhecimento da cura do cego de nascença questionavam porque Jesus não impedira aquela morte, curando sua enfermidade. As irmãs lamentavam a demora de Jesus e diziam: “Se Tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.” (11:21) Jesus, então, faz uma declaração assombrosa: “Teu irmão há de ressurgir” (11:23). Diante da incompreensão de Marta, que julga ser uma referência à “ressurreição do último dia” (11:24), o Príncipe da Vida faz ecoar Sua voz Divina na mais gloriosa proclamação sobre Sua própria identidade, proclamação esta que traz em si o despertar das esperanças de vitória sobre o pior dos inimigos, a morte. Eis a nova:
“Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?” (11:25-26).
Ato contínuo, Jesus é conduzido ao lugar do sepulcro e ordena: “Tirai a pedra” (11:39). Diante do argumento de Marta, que o defunto já cheira mal, Ele replica: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” (11:40). Tiraram, então, a pedra e Jesus fez a mais linda oração:
“Pai, graças te dou, porque me ouviste. Eu sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão que está em redor é que assim falei, para que eles creiam que tu me enviaste” (11:41-42). O Autor da Vida, Senhor da vida e da morte, dá um brado que faz a todos estremecer: “Lázaro, vem para fora!” E a morte obedece ao Seu comando e entrega a sua vítima. Um morto em estado de decomposição ressuscita dentre os mortos pela palavra do Príncipe da Vida.
“Eu Sou a ressurreição e a vida!” Sou o autor ou a causa da ressurreição. Em Mim está a vida. Tenho poder para dá-la e tenho poder para tornar a tomá-la. Quem crê em mim, ainda que prove a morte física, viverá para sempre. O corpo físico, porquanto instrumento do pecado, tornar-se-á pó. Mas o espírito, que provou a morte espiritual, quando perdeu a vida e a comunhão com o Pai, será vivificado pelo poder da ressurreição que Eu sou. Não há vida fora mim. Vida eterna. Vida de Deus.
A morte entrou no mundo como conseqüência direta do pecado e passou a todos os homens, visto que todos pecaram. Mas Jesus, o Pastor das Ovelhas, entrou na Terra como Filho do Homem e tomou sobre Si tudo quanto ao homem pertencia. Voluntariamente Ele, “que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5:21). Porquanto se fez pecado, provou a morte em lugar de todos os homens. Mas a morte não o pôde reter. Ele quebrou os grilhões do último inimigo, a morte, e ressurgiu em poder e glória. Na linguagem de Paulo, “tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Co 15:54,55).
Quando Jesus se fez pecado por nós e provou a morte em nosso lugar, Ele estava garantindo ao que crê o poder da Sua própria ressurreição. Todos quantos nEle crêem provam Sua vida ressurreta. O escritor da carta aos Hebreus nos informa que “Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também Ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão” (Hb 2:14,15). Aleluia! O estigma da morte for quebrado. Ela não mais nos causa terror. Ainda que nosso corpo baixe à sepultura, porque é pó, nosso espírito crente e redimido se levantará pelo poder da ressurreição de Cristo e desfrutará da vida eterna, com Ele, por toda a eternidade. Mais ainda: por toda nossa existência terrena desfrutaremos o gozo reservado a quem já tem a o Príncipe da Vida como seu Senhor, vivendo Sua vida no poder da Sua ressurreição, em comunhão com o Deus triúno.
Valnice Milhomens
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