JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É A LUZ DO MUNDO
TEXTO CHAVE: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo (Jo 9:4,5).
O capítulo nove de João apresenta Jesus como “a Luz do Mundo” que tem poder para abrir os olhos dos cegos, até mesmo de nascença. No capítulo oito Ele já havia declarado ser a Luz do mundo. Ele dissera isto logo após o incidente da mulher apanhada em adultério e levada a Jesus para saber qual seria sua posição em relação à lei de Moisés nesses casos: que fosse apedrejada. Diante do farisaísmo dos acusadores e da vergonha da pecadora, Jesus libera Sua palavra de misericórdia: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem Eu te condeno; vai-te, e não peques mais” (Jo 8:10,11).
Este é o momento preciso em que Jesus se apresenta como Luz, declarando: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8:12). A que trevas se referia? Do pecado, da religiosade vã, da distância de Deus. O pecado lançou o homem em trevas espirituais, mas ali estava “a verdadeira Luz que alumia todo homem” (Jo 1:9). Na bela figura usada por Mateus, “o povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a luz raiou” (Mt 4:16).
Agora Jesus vai pelo caminho e depara-se com um cego de nascença, que nunca tivera o privilégio de ver a luz do dia. Aquela era uma condição meramente física, mas que pode bem retratar o estado espiritual do homem em seu pecado, sem jamais ter provado o gozo de andar na Luz da revelação Divina, do conhecimento e da comunhão com o Seu Criador.
O Mestre pára e decide, movido por Seu amor e graça, mudar o destino daquele cego, realizando em seus olhos que nunca viram a luz do dia um milagre criador. Jó pergunta: “Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo? Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu?” (Jó 3:20,23). Talvez aqui caiba a pergunta: “Por que dar luz ao cego que nem sequer sabia quem era Jesus?” Os olhos são uma parte do corpo da mais elevada relevância. O que não dará alguém por seus olhos? Jesus curara muitos cegos, mas aqui realiza um extraordinário milagre. Não se trata da cura de uma enfermidade, mas de um milagre. O homem nascera cego. Havia uma deformidade na formação do seu corpo no ventre materno. Mas Jesus realiza o milagre:
- Para que nele se manifestem as obras de Deus (Jo 9:3).
- Para dar um exemplo do Seu poder tocando os casos mais desesperadores e que nada, nem ninguém, poderia solucionar.
- Para expressar Sua graça aos pecadores, dando visão aos que por natureza eram cegos.
Jesus conversa com Seus discípulos sobre o que o motiva a fazer algo por aquele cego, dizendo: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (Jo 9:4,5).
· Era a vontade do Pai que Ele fosse ao encontro dos homens em suas necessidades;
· As obras que Jesus fazia eram as obras do próprio Pai;
· Ele tinha prazer em devotar-se àquela obra. “Importa.” Ele engajou seu coração na obra da redenção, criando oportunidades para levar Sua luz, tanto aos cegos físicos, quanto aos espirituais.
Analisando a história deste cego de nascença, é fácil descobrir que, não apenas seus olhos físicos se abriram para contemplar as obras da criação, mas também seus olhos espirituais foram iluminados e ele foi discernindo a identidade de Jesus. Como a descrição do justo que é “como a luz da aurora, que vai brilhando cada vez mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18), aquele ex-cego foi sendo conduzido pela luz interior a ver Jesus de forma cada vez mais nítida até que O reconheceu como Deus e caiu aos Seus pés em adoração.
· Sua primeira visão de Jesus foi superficial. Apenas um homem: “O homem que se chama Jesus fez lodo, untou-me os olhos, e disse-me: Vai a Siloé e lava-te. Fui, pois, lavei-me, e fiquei vendo” (9:11).
· Com um pouco mais de reflexão, diante da pergunta: “Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? E ele respondeu: É profeta” (9:17). No momento era o máximo que poderia ver: Um profeta, certamente. Embora homem, detentor de uma habilidade sobrenatural.
· Em meio à discussão acerca da identidade de Jesus e a acusação de que Ele estava pecando por o ter curado em um sábado, o ex-cego tem dificuldade de ver nEle um pecador, e declara: “Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego, e agora vejo” (9:25). Falava a voz da experiência.
· Confrontado pelos inimigos de Jesus que diziam não saber de onde Jesus era, esse homem revela quanto seu coração estava iluminado pela revelação Divina e declara enfaticamente que Jesus procedia do Pai: “Nisto, pois, está a maravilha: não sabeis donde Ele é, e entretanto Ele me abriu os olhos; sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a Deus, e fizer a sua vontade, a esse Ele ouve. Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer” (9:30-33).
Encontrando-se novamente com Jesus, podendo agora contemplá-lo com seus olhos, diante da pergunta da Luz do Mundo: “Crês tu no Filho do homem?” (9:35), ele não tem dúvidas. Não somente confessa em Jesus a sua fé, mas também O adorou (9:38). Jesus era o cumprimento de tudo quanto os profetas disseram. Mais ainda: Era a resposta para todos os anseios do seu coração. Mesmo não podendo compreender com sua mente humana quem esse extraordinário homem; Não sabendo argumentar teologicamente com os fariseus, seu coração é invadido pela Luz de Cristo e responde de forma adequada Àquele que está diante dos seus olhos e é a própria Vida “e a Vida era a Luz dos homens” (Jo 1:4).
Valnice Milhomens
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