JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O FILHO DO HOMEM
TEXTO CHAVE:
“Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele” (Jo 2:11). “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19:10).
Jesus amava apresentar-se como “Filho do Homem”. Este título o identifica com a humanidade. A primeira referência à expressão na Bíblia apresenta um contraste entre Deus e o homem, dizendo: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo Ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá? (Nm 23:19). Para Jó “o filho do homem é um vermezinho!” (Jó 25:6). Davi o considera insignificante ao ponto de dizer a Deus: “Que é o homem, para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites” (Sl 8:4)? No Antigo Testamento “filho do homem” é o título que mais identifica Ezequiel. Aparece em 94 versículos. É um título messiânico, isto é, a ser aplicado ao Messias, que é Jesus, pela sua identificação com a humanidade, vindo à terra como “Filho no Homem,” através do nascimento físico.
Deus é um Deus de legalidade. Tudo quanto faz é observando princípios que Ele mesmo, em Sua soberania e sabedoria, estabeleceu. O Salmista declara que “os céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a Ele aos filhos dos homens” (Sl 115:16). Deus entregou a terra aos filhos dos homens para que a administrem e a governem. Legalmente a Terra pertence aos filhos dos homens. Jesus, valendo-se deste princípio, executando o plano de salvação, nasceu como Filho do homem, entrando legalmente na Terra. Ele, não apenas se identificava com o homem em Sua humanidade, mas também se valia de um princípio de legalidade. Porque era Filho do homem tinha direito legal de operar na Terra.
Manifestando Sua humanidade, Jesus se misturava com os homens comuns em suas atividades. Ele foi recebido em várias casas:
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De Mateus, onde fala do seu papel junto aos necessitados: “E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos … “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” (Mt 9:10,12-13).
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De Simão o leproso, onde é ungido por uma mulher: “E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. (Mc 14:3).
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De um fariseu, onde mostra Sua compaixão para com uma pecadora e a aceitação de sua oferta: “E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa … Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados” (Lucas 7:36,47-48).
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De Marta: “E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa” (Lucas 10:38).
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De Zaqueu: “E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente. E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. … E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:5-7,9,10).
O segundo capítulo do Evangelho de João apresenta Jesus como humano, envolvido em relações sociais. Enquanto no capítulo um Ele é o Deus Criador, no capítulo dois Ele aparece como o Filho do Homem abençoador da família. É o convidado para uma festa de casamento.
João centrou Seu Evangelho em milagres que chamou de “sinais” que demonstravam quem era Jesus. O primeiro sinal foi a transformação da água em vinho, em Caná da Galiléia, nessa festa de casamento, um evento humano. Provavelmente ninguém ali conhecia a essência do Seu ser. Apresentando-se como homem, parecia um Filho do Homem. Todavia, como tal, Ele conhecia a necessidade humana e com ela se identificava.
Meditando no relato dessa identificação de Jesus com os homens e suas necessidades (Jo. 2:1-11), há três coisas que podem ser ressaltadas:
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Jesus foi convidado para o casamento e aceitou prontamente o convite;
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Em meio à necessidade da família visitada Jesus foi consultado a respeito;
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Diante das orientações de Jesus Ele foi obedecido.
Qual o resultado? As necessidades foram satisfeitas. A bênção da abundante provisão de Jesus coroou a festa de satisfação, ao ponto do mestre sala dizer ao noivo: “Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho” (Jo 2:10). É Jesus Quem traz, não apenas o melhor vinho, alegria, mas O MELHOR. Quando Ele veio como Filho do Homem, era Deus nos dando Seu melhor – O FILHO DE DEUS.
Hoje podemos chegar ao Cristo que se identificou conosco e nos conhece como ninguém. O escritor da Carta aos Hebreus apresenta um belo quadro dessa identificação e o seu porquê, ao dizer: “Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão. Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, mas sim à descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo (Hb 2:14-17).
É por tudo isto que podemos vir a Jesus hoje como a Fonte de toda a bênção que jorra do Trono da graça e:
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Convidá-lo a estar presente e ser parte de todos os eventos da nossa vida. Com Ele tudo será diferente. Sua presença nos trará segurança e resposta aos anseios e necessidades de nosso coração. Ele está sempre de braços abertos para nós e atento ao nosso chamado, como diz Paulo: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:13). Em outras palavras, todo aquele que o chamar será atendido em sua necessidade.
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Consultar a Jesus, em oração, a respeito de tudo. Não importa o nosso problema, a nossa dificuldade ou circunstância negativa. Ele pode ser consultado. Sendo Filho de Deus, tudo conhece e tudo pode. Sendo Filho do Homem, pode dispensar-nos Sua empatia, pois percorreu nosso caminho em todas as suas necessidades e sofrimentos.
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Obedecer as Suas instruções, por mais absurdas que possam parecer. Na festa faltava vinho. Jesus pediu água. Que diferença! Mas os servos obedeceram e encheram as talhas de água. Quando Jesus pediu que eles levassem o produto ao mestre-sala, foi obedecido. Obedeceram-no porque creram nEle. A fé sempre gera obediência e esta abre as portas do milagre que só Jesus pode operar.
Valnice Milhomens