52 DIAS – LEVANTANDO OS MUROS DA COLHEITA
Finalmente chegamos ao início dos 52 dias separados em nosso calendário para levantar os muros da colheita, com vistas ao cumprimento da Grande Comissão e o encarnar do espírito do decreto de 2008: “A TERRA ESTÁ PRONTA PARA A COLHEITA”.
Conscientes de que de que a verdadeira Igreja de Jesus expressa Seu caráter e Sua missão, paramos nos últimos dias para considerar o tema e arrepender-nos de viver aquém do tríplice chamado:
- Ser como Jesus
- Buscar e Salvar o Perdido
- Fazer Discípulos
Hoje, dia 9 de maio, começamos os 21 dias de jejum e oração preparatórios para a campanha dos 100M. Tudo é primeiro conquistado no reino espiritual, com armas espirituais. Façamos, portanto, destes 21 dias um tempo de reflexão profunda e busca da presença de Deus, lidando com as questões colocadas diante de nós.
GERANDO NO CEIFEIRO O ESPÍRITO APROPRIADO
Nos primeiros sete dias NÓS mesmos somos o foco da oração, para que o Espírito de Deus gere em nós os valores indispensáveis aos Ceifeiros da Luz. Tudo começa dentre de nós.
É importante ater-nos cada dia ao tema central. Que toda a Igreja esteja no mesmo espírito, falando a mesma linguagem. Há um poder na concentração. Há força no foco. Convém, pois, que nos concentremos no foco do dia, buscando mudança profunda e radical na aérea de concentração do dia.
TEMAS DOS PRIMEIROS SETE DIAS
1. 09/05 – VISÃO DO PERDIDO: Que eu capte a visão do mundo perdido, vendo o pecador como Deus o vê: Vidas sem Cristo, separadas da Igreja, “estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Ef. 2:12).
2. 10/05 – AMOR AO PERDIDO: Que eu ame o perdido como Jesus o ama. Quem ama faz algo (Jo. 3:16).
3. 11/05 - INTERCESSÃO: Que eu me devote à oração pelo perdido com o zelo de Paulo (Rm. 9:1-3; 10:1).
4. 12/05 – CANAL DE SALVAÇÃO: Que eu seja um instrumento de busca e salvação do perdido (Mc. 16:15,16).
5. 13/05 – DORES DE PARTO ESPIRITUAL: Que eu aprenda a interceder com “dores de parto” para gerar filhos verdadeiros (Gl. 4:19).
6. 14/05 – PATERNIDADE ESPITITUAL: Que eu tenha o espírito da paternidade/maternidade espiritual (1 Co. 4:15).
7. 15/05 – DISCIPULADOR: Que eu me converta em um autêntico discipulador (Mt. 28:18-20).
TEMA DO DIA 09 : VISÃO DO PERDIDO
O mundo jaz no maligno. Todos nascemos com a natureza corrompida e destituídos da glória de Deus. Ainda que na condição de inocência, chegamos ao mundo com as raízes de orgulho e rebelião, que cedo manifestam seus frutos.
A condição natural do homem é de perdido. Filho das trevas. Filho da ira. Pecador por natureza e propenso ao mal. Como é natural à mangueira produzir mangas e ao gato gerar gatos, ao pecador é natural a prática dos atos pecaminosos.
Fora de Cristo não há salvação. Nenhum conjunto de valores éticos e morais liberta alguém da tirania do pecado. Nenhuma religião elimina a distância entre o homem e Deus. TODOS pecaram; TODOS estão condenados ao inferno; NINGUÉM pode salvar-se a si mesmo. TODOS precisam nascer de novo para saírem da condição de perdidos para a de salvos; de filhos das trevas para filhos de Deus; do poder de Satanás para o Reino de glória do nosso Senhor Jesus Cristo.
Que visão tinha Deus do homem quando decidiu enviar Seu Filho Jesus Cristo para buscá-lo e salvá-lo? Qual o valor de uma alma para que Jesus Cristo fosse submetido a um nível de renúncia que nos parece descomunal? Deixar a glória, adorado por arcanjos, querubins serafins e anjos e submeter-se à encarnação, tornando-se nosso irmão e suportando, como tal, todo tipo de vergonha, sofrimento e morte, revela não somente um amor indescritível, mas também o grandioso valor que Deus atribui ao ser humano.
Será que compreendemos a extensão da experiência de Jesus, descrita por Paulo em Filipenses 2:6-8? “Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”.E tudo isso para buscar e salvar o perdido, ingrato, rebelde e mau.
E o que dizer de Isaías 53:3-9? “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. …pela transgressão do meu povo ele foi atingido.”
Por quê? Para buscar e salvar o perdido.
Certamente a visão que Deus tem do homem pecador perdido move Seu ser da compaixão que não permite descanso até que Seu objeto de amor seja salvo, ainda que à custa do supremo sacrifício: a encarnação, renúncia absoluta, identificação com o homem em sua queda e a própria morte.
Mateus revela o que a visão dos perdidos despertava em Jesus. “E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (9:36).
Grande compaixão! Por isso disse: “A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara.” (9:37)
Movido por essa visão compaixão Ele cria uma solução chamando a Si os doze e investindo-os de autoridade para fazerem o que Ele mesmo viera fazer: buscar e salvar o perdido.
Dois mil anos se passaram desde que Ele veio ao mundo. Vendo as multidões concluímos que sua condição não difere das multidões contempladas por Jesus. Elas estão desgarradas e não têm pastor. O que esse fato desperta no mais profundo do nosso ser? Que tipo de visão do perdido ele gera em nós? Queremos ver como Ele vê.
Certamente a visão de Deus do homem perdido possui três vertentes:
· Passado: Deus vê homem a partir de Sua criação. Um ser formado à sua semelhança para viver em comunhão de amor com Ele e refletir Sua vida. A despeito da queda, não desiste de Sua visão primeira e toma a iniciativa de salvar Sua obra prima
· Presente: Deus vê o homem em seu estado de depravação moral, alienado de Sua presença e condenado à destruição. Tal visão desperta Sua compaixão e, em Cristo, Ele convida os homens ao retorno à Sua presença.
· Futuro: Deus vê uma inumerável multidão de resgatados do pecado pela obra da redenção efetuada por Jesus Cristo, pelo poder de Sua morte, sepultura e ressurreição.
Hoje queremos clamar: Jesus, dá-me um coração igual ao Teu. Abre meus olhos para ver o mundo em trevas caminhando para o inferno sem Deus, sem esperança e sem salvação. Quero estar tão junto ao Teu coração, que seja contagiado pelo Teu nível de compaixão e movido pela Tua visão. Quero o tipo de compaixão que me levará a fazer algo para mudar a situação: ser Teu canal de redenção.
Valnice Milhomens, ap.
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